O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens
Enviada em 22/05/2024
De acordo com uma pesquisa, o Brasil é o segundo país com as maiores taxas de gravidez na adolescência, sendo a taxa nacional de 68,4 nascimentos para cada mil adolescentes entre 15 e 19 anos. Analogamente a isso, tal questão relaciona-se com a realidade brasileira, tendo em vista o tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens. Sob esse viés, é importante analisar a influência religiosa e a negligência escolar como contribuidores dessa problemática.
Em primeira análise, depreende-se que os princípios de certas crenças estimulam a perpetuação desse problema. Sabendo disso, a doutrina católica promove a castidade e a abstinência até o casamento, sendo visto como um exercício de fé, autocontrole e disciplina. Nesse contexto, cabe salientar que programas educacionais sobre sexualidade que encorajam ou discutem essas práticas fora do matrimônio são geralmente vistos como conflitantes com esses ensinamentos. Contudo, devido à baixa atuação das autoridades, é válido que medidas sejam tomadas à frente desse entrave.
Ademais, é notório a inobservância educacional como uma promotora desse contratempo. Desse modo, segundo o site “Nova Escola”, menos de 20% das escolas brasileiras têm educação sexual ampla e contínua no ensino fundamental. Com isso, pode-se destacar que muitos professores não recebem a formação necessária para abordar a educação sexual de maneira eficaz, resultando em insegurança e falta de competência ao tratar do tema. Entretanto, visa a necessidade de combater esse obstáculo.
Portanto, é necessário desconstruir as bases dessa questão. Dessarte, cabe ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania- órgão responsável pela religião- priorizar a instrução sexual aos fiéis, por meio de projetos de aprendizado que abordem o tema em consonância com os ensinamentos morais e éticos da seita. Outrossim, o Ministério da Educação deve providenciar planejamentos que incluam a matéria nas rotinas escolares. Com essas medidas, o índice alarmante de gestação precoce não irá agravar a situação atual da população.