O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens

Enviada em 20/12/2024

A Constituição brasileira de 1988 prevê, em seu artigo 6°, o direito à educação. No entanto, esse direito vem sendo parcialmente violado, uma vez que a grade curricular dos estudantes do Brasil carece de aulas de orientação sexual. Por isso, deve-se analisar como a negligência estatal e estigma sociaL influenciam na permanência dessa questão.

Primeiramente, é preciso ressaltar como o preconceito da sociedade atua como barreira para a resolução do problema. Na série, “Sex Education”, os protagonistas lutam para que seu colégio conservador inclua aulas de educação sexual na escola. Fora da ficção, a sociedade brasileira ainda desacredita da importância da educação sexual, tendo em vista que para elas, as aulas estariam incentivando a prática do ato sexual. Porém, essa visão é errônea, já que o intuito das aulas são orientar as precauções que devem ser tomadas antes e durante o ato sexual, para evitar a transmissão de infecções e até mesmo a gravidez na adolescência.

Ademais, é importante observar como a abstenção do Estado colabora para a manutenção do Tabu em relação à educação sexual. De acordo com uma pesquisa feita pelo G1, apenas oito estados do Brasil orientam sua rede de ensino a promover iniciativas sobre a pauta nas escolas, número que corresponde a apenas 29% do país. A partir disso, fica nítido de que maneira ocorre esse descaso por parte do governo.

Diante do exposto, é dever do Poder Legislativo criar uma lei que torne obrigatório conter aulas de orientação sexual semanalmente em todas as escolas do Brasil. Essa obrigatoriedade deve incluir as instituições públicas e privadas, independentemente do turno. Isso deve ocorrer por meio da união entre o Governo Federal e o Ministério da Educação. Para que ocorra uma desconstrução do tabu sobre a pauta e o princípio constitucional assegurado.