O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens

Enviada em 24/05/2025

Em 2025, o caso de uma jovem de 13 anos que engravidou após participar do chamado “desafio da roleta russa” ganhou repercussão nacional, uma vez que a prática consistia em manter relações sexuais com diversos garotos. Acerca disso, a insuficiência didática relacionada ao sexo ameaça à integridade física e moral dos jovens. Nesse contexto, a sexofobia e a propagação de Doenças sexualmente transmissíveis as (DST) são implicações do tabu relacionado à educação sexual no Brasil.

Nesse sentido, a falta de consciência sexual ameaça a pluralidade de expressões carnais. Em vista disso, a série animada norte-americana “Big Mouth” ilustra bem essa realidade ao retratar, de forma crítica e bem-humorada, as dificuldades enfrentadas por adolescentes durante a puberdade, bem como os preconceitos relacionados à descoberta da sexualidade. Similarmente, por carecerem de educação sexual, os jovens brasileiros propagam discursos de ódio contra as suas diversas manifestações. Diante disso, a aversão às diferentes práticas eróticas favorece a violência e marginalização contra minorias, em favor de uma moral distorcida contrária a diversidade.

Ademais, a transmissão massiva de DST é propiciada pela ignorância juvenil. Sob esse viés, o Sistema Único de Saúde (SUS) promove a distribuição da profilaxia pré-exposição a fim de prevenir a propagação de enfermidades. Contudo, grande parte da população sexualmente ativa desconhece ou subestima a importância dos métodos de prevenção às doenças sexuais. Mediante esse contexto, a difusão de infecções de transmissão sexual é facilitada pelo desconhecimento popular, que por sua vez, é alimentada pelos estigmas associados ao tema.

Portanto, para combater o tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens, é fundamental a atuação do Ministério da Educação na promoção de campanhas educacionais voltadas para as relações íntimas, por meio das redes sociais, mídias televisivas e escolas, afinal esses espaços são predominantemente acessados por jovens. Além disso, o SUS deve ampliar a distribuição de métodos contraceptivos e divulgar a importância do seu uso.