O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 08/09/2020
O mito da caverna, alegoria escrita por Platão, explica a evolução do processo de conhecimento. Segundo ele, os seres humanos se encontram prisioneiros de uma caverna, em que estão habituados a somente terem uma ilusão do que veem como se fosse a verdadeira realidade. De maneira análoga ao presente, a questão do trabalho escravo no Brasil contemporâneo pode ser bem representada pelo mito, visto que é um problema que vive às sombras da sociedade, em razão da falta de fiscalização estatal e da estrutura social.
A priori, é necessário destacar que a falta de atuação da fiscalização estatal coopera para a preservação da exploração trabalhista no Brasil. Consoante a esse pensamento, o filósofo iluminista Jean-Jacques Rousseau afirma que uma vez que o estado se isenta da garantia dos direitos do cidadão, ocorre a quebra do contrato social elaborado junto a sociedade. Diante disso, a partir do momento que o estado é negligente com as fiscalizações trabalhistas ele contribui diretamente com a permanência da trabalho escravo país e descumprindo o seu papel com a sociedade. Desse modo, é necessário a mudança desse quadro do Estado com a sociedade.
Além disso, faz-se mister destacar que o trabalho escravo no Brasil contemporâneo permanece diante da falta da quebra da estrutura social. Neste prisma, o filósofo alemão Hans Jonas diz que uma sociedade saudável deve ser capaz de reconhecer e corrigir suas enfermidades sociais. Nesse espectro, a sociedade deve reconhecer suas doenças sociais e parar de banalizar atitudes violentas e desumanizadoras como a questão do trabalho escravo, quebrando a estrutura social se questionando de suas ações. Dessa perspectiva, cabe a reavaliação da sociedade com o seu modo estrutural de tratamento social.
Portanto, medidas são necessárias para a resolução do impasse. Nesse viés, o Poder Legislativo, junto ao Estado deve criar em medidas de investimento em políticas públicas, por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele deve constar que deve haver maior investimento em fiscalizações direcionadas em zonas rurais e urbanas, como também deve haver campanhas direcionadas a conscientização social para que haja maiores números de denúncias, com fito de ter o cumprimento da legislação brasileira e evoluir o processo da quebra da estrutura social, sabendo que o Estado tem papel essencial na resolução desse impasse.