O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 03/09/2020

J.R.S, desempregado há dois anos, recebe uma proposta de emprego da recente cafeicultura instalada próximo a sua cidade. A empresa oferece a comunidade benefícios de moradia e alimentação para o empregado e família. Essa proposta era tudo que eles precisavam no momento. Porém aquela comunidade desconhecia o tratamento escravocrata que eles também ofereciam. Embora o ano de 1888 tenha sido marcado pela abolição do trabalho escravo no Brasil, situações análogas a esse trabalho continuam sendo registradas.

Primeiramente, é observado a crescente descoberta dos casos de escravidão nas áreas de produção de carvão vegetal, cultivo de café, confecção de roupa e em serviços domésticos. A maioria das vítimas são do sexo masculino entre 18 e 24 anos. o perfil dos casos também comprova que analfabetismo ou baixa escolaridade tornam indivíduos vulneráveis a esse tipo de exploração.

Além disso, a ausência do Estado gera boa parte dessa situação de vulnerabilidade. Pois é possível observar que são em municípios com baixo IDH, com pouca infraestrutura estatal, com pouca oferta de serviços públicos que esses trabalhadores são encontrados ou saem para serem explorados.

Portanto, a maneira que os indivíduos são tratados nesses serviços fere os direitos humanos, por isso, diferentes medidas fazem-se urgentes. O Ministério Público do Trabalho deverá investir na investigação das práticas de aliciamento e tráfico de trabalhadores. Ademais, fazer o uso do sistema de rádio e televisão para divulgação dos riscos de ofertas falsas de emprego. Assim, as mudanças são garantidas quando o Estado está presente e forte.