O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 06/09/2020
A princesa Isabel, em 1888, assinou a Lei Áurea que, formalmente, aboliu o trabalho escravo no Brasil. Sob essa ótica, a exploração de mão de obra continua a existir na sociedade contemporânea. Destarte, a carência de conhecimento sobre os direitos trabalhistas no meio social colabora no agravo dessa problemática. No entanto, o debate sobre esse assunto na sociedade contribui para mitigar essa discrepância.
Em primeiro lugar, na obra “Vidas secas” de Graciliano Ramos, escritor brasileiro, retrata a história de Fabiano um homem com pouca escolaridade que sofre com a exploração de trabalho. Nesse contexto, sendo a arte uma mera reprodução da realidade, hodiernamente muitos indivíduos em condições de subsistência econômica e carência de formação educacional tornam-se mais veraneáveis a sofrer com trabalhos forçados. Em suma, a falta de conhecimento sobre os próprios direitos trabalhistas influencia na alienação a explorações, como jornadas exaustivas, por exemplo.
Em segundo lugar, de acordo com o sociólogo Paulo Freire, o pensamento crítico ajuda o sujeito a entender a realidade na qual esta inserido e, caso necessário, lutar para mudá-la. Acerca disso, é pertinente o debate sobre os direitos que o trabalhador possui e a importância da denuncia da mão de obra escrava. Isso porque construirá cidadãos com racionalidade crítica e mais capacitados para romper com situações como a vivenciada pelo personagem Fabiano.
Infere-se, portanto, a existência do trabalho escravo em território brasileiro. Por isso, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério do Trabalho e emprego, por meio da organização de palestras realizadas no ambiente escolar, deve realizar debates com a comunidade local sobre os direitos trabalhistas, como denunciar a mão de obra forçada e a relevância desse ato para o bem-estar coletivo, a fim de informar e fomentar a participação social. Espera-se, com isso, construir sujeitos conscientes dos seus direitos e deveres e, assim, a Lei Áurea será melhor contemplada no país.