O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 12/11/2020

No filme “Guerra Infinita”, Steve Rogers, conhecido como “Capitão América” se debruça sobre um plano para que seu amigo não precisasse morrer em favor da humanidade e afirma: “nós não negociamos vidas”. Em contrapartida, o Brasil negligencia o combate ao trabalho escravo contemporâneo. Este, busca suprir suas necessidades de forma rápida e cômoda, isto é, subir  mesmo que em detrimento da liberdade de outros.

Primeiramente, é importante destacar que, com a globalização tudo passou a circular de forma mais rápida e fácil, e a necessidade de atender a muitas pessoas em um curto período de tempo, só aumenta. Por isso, milhares de servidores oferecem um trabalho mau remunerado, e cobram esforços além do que a Lei permite. Sem férias, sem tempo de almoço, sem cumprir nenhum direito a maioria é obrigada a trocar seu salário em comida azeda e cama no chão. Clandestinamente, tudo é organizado,  isto é, os que precisam do serviço se mostram dependentes do emprego e por isso não denunciam, tornando eles escravos de seus patrões.

Segundo o jornal “O Globo, em 2018, fiscais identificaram mais de 1,7 mil casos de trabalho escravo no Brasil. Brancos, negros, índios, adultos, crianças, refugiados, pessoas que estão em vulnerabilidade econômica, se submetem à alguns trabalhos e quando menos esperam estão sendo escravizados, em sua maioria com dívidas enormes em caso de “gato”. Dessa forma, o Brasil diminui em todos os aspectos possíveis, em que vidas são roubadas visando o lucro  para o bolso dos “poderosos”.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. O Ministério do trabalho, em conjunto com a Mídia deve propor um projeto de lei, entregue à Câmara dos deputados. Neste, conterá a proposta de uma extinção desses casos. Dessa forma, será oferecido capacitação aos fiscais para a firme penalização. Também, será informado pela Mídia o número de denúncia e sobre a indenização oferecida os trabalhadores escravizados após a sua liberdade. Espera-se com essas ações, que o Brasil busque de forma séria a extinção da escravidão e não negocie vidas.