O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 04/09/2020
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, assegura a todos os indivíduos o acesso ao trabalho e o direito à liberdade. Entretanto, tal prerrogativa legal não tem se reverberado com ênfase na prática, a julgar pelo trabalho escravo no Brasil. Nesse sentido, observa-se um problema, em virtude da falta de orientação pedagógica e a má influência midiática.
Primeiramente, segundo Rubem Alves, importante escritor, as escolas podem ser comparadas a “assas ou gaiolas”, haja vista que podem proporcionar voos ou condições de alienação. Nesse sentido, constata-se a falta de orientação pedagógica sobre o trabalho escravo no Brasil, bem como poucas palestras e debates sobre essa problemática, são fatores que, infelizmente, contribuem para a alienação dos alunos. Dessa forma, enquanto as instituições de ensino brasileiras representarem “gaiolas”, o Brasil será obrigado a conviver com esse fatídico cenário.
Além disso, é preciso pontuar a má influência midiática como impulsionadora do impasse. Nesse contexto, segundo o sociólogo Pierre Bourdieu, o papel da mídia é disseminar informações que afetem positivamente o coletivo. No entanto, tal papel não é exercido com excelência, a julgar pela permanência de indivíduos em cenários trabalhistas análogas à de escravidão, consequência da silenciação dos veículos de comunicação em massa sobre essa crucial pauta que aflige uma parcela da população.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Cabe ao Ministério do Trabalho, propor a criação de palestras nas instituições acadêmicas, sobre a necessidade de erradicar o trabalho escravo na sociedade brasileira e a implementação de propagandas publicitárias nos meios de comunicação sobre a importância de uma relação trabalhista justa e saudável,por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Espera-se que com essas medidas as situações de exploração no âmbito empregatício sejam freadas.