O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 23/10/2020
Historicamente, o Brasil foi o último país ocidental a abolir a escravidão. Com um passado marcado pela tortura e o genocídio contra negros e indígenas escravizados, hodiernamente mesmo que tenha se tornado um ato criminal segundo o art. 149 do Código Penal, cerca de 52 mil pessoas foram libertadas de situações análogas a de escravidão em atividades nas zonas rurais e urbanas entre 1995 e 2016, segundo dados do Governo Federal.
Em primeiro plano, deve-se entender a abordagem maliciosa feita por pessoas ou empresas que se aproveitam de outras pessoas com certa vulnerabilidade socioeconômica, oferecendo melhores ofertas de emprego. Embora que, muito desses trabalhadores sofram uma migração, precisando sair de sua cidade natal para conseguir uma vida mais digna para si e sua família, chegando lá, levam um choque de realidade, vendo que foram enganados e precisando trabalhar em ambientes insalubres,
com jornadas de trabalho excessivas e recebendo o mínimo para a sobrevivência.
Ademais, a classe elitista econômica, por viver em uma ‘‘bolha’’ perfeita por vez, acabam normalizando casos considerados como trabalho escravo ou exploração. Em vista que, a mídia diversas vezes mostrou ao mundo diversas marcas, principalmente as voltadas a produção têxtil a exploração com os funcionários.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Ministério da Educação, promova maiores investimentos para melhoria do acesso a educação, em especial nas regiões mais pobres, para que os jovens cresçam com uma educação digna e um futuro promissor na carreira profissional. Ademais, é imprescindível que o Poder Público destine maior suporte às vítimas que sofreram trabalho escravo, com suporte psicológico e financeiro. Dessa forma, o país caminhará para um futuro aonde todos poderão ter uma vida digna, como é dito e prometido na Constituição Federal de 1988.