O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 04/09/2020

A escravidão no Brasil iniciou-se em meados de 1530, quando os portugueses começaram a implantar de maneira efetiva as medidas de colonização da América portuguesa. O processo de escravização começou para atender as demandas portuguesas por mão-de-obra para trabalhar na lavoura e, posteriormente, na mineração. Devido a essa herança histórica, na conjuntura hodierna, trabalhadores sofrem com preconceitos econômicos e sociais por seu subordinados.

Antes de tudo, cabe ressaltar que a falta de alternativas de renda por essas pessoas agrava o impasse. Isto é, segundo o escritor Figueira, “antes o pretexto para escravizar era a cor de pele, hoje é a pobreza que distingue os ‘senhores’ de seus subordinados”. Dessa forma, a falta de oportunidades faz com que trabalhadores sejam atraídos por falsas promessas de empregos e melhores condições de vida, que os levam para situações que assemelham àqueles vividos pelos escravos  nos primórdios dessa nação. Portanto, embora o trabalhador não seja mais propriedade do seu soberano, ele muitas vezes é considerado como um produto para uso imediato e posterior descarte.

Além disso, de acordo com a estimativa da Comissão Pastoral da Terra (CPT) aproximadamente 25 mil pessoas no Brasil estariam sujeitas a essas condições, principalmente, funcionários do meio rural, por exemplo, na pecuária, na produção de carvão e na produção de látex e madeira. Desse modo, enquanto a falta de oportunidades prevalecer  existiram trabalhadores obrigados a depositarem seus corpos em dignas jornadas e em empregadores pronto pra explorá-los.

Urge, portanto, as necessidades de medidas tangíveis para acabar com esses trabalhos ilegais. O Ministério do Trabalho (MTb), por meio do Senado, deve impor normas mais rígidas na lei 2848/1840, com o objetivo de beneficiar não só esses cidadãos, mas também suas famílias. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Mídia, devem colocar propagandas nos intervalos de telejornais, com o intuito de informar que tal prática é ilegal. Assim sendo, o processo de escravização não ira ficar impregnado na sociedade brasileira.