O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 04/09/2020
Com a alta concorrência em alguns setores, empresas estão buscando baratear suas produções. É sabido que uma das formas mais utilizadas é o trabalho escravo. Pode-se compreender trabalho escravo, segundo o artigo 149 da constituição, como: “trabalhos forçados ou jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalhando, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto”.
Com a alta competição entre marcas e a visão crescente de corte de gastos, empresas diversificaram suas linhas de produção as mandando para outros países. De fato, esses países geralmente são subdesenvolvidos ou com leis trabalhistas frouxas, como o Brasil. Porém, a obsessão por lucros não parou. Algumas dessas marcas resolveram usar o trabalho escravo como medida para a obtenção de resultados positivos.
É notório que o Brasil ainda possui resquícios de trabalho escravo. Como mostrado pelo jornal UOL, em São Paulo foram resgatados 139 pessoas que atuavam em trabalho análogo à escravidão em confecção têxtil. Além disso, foram contabilizadas 168 denúncias de trabalho escravo em 2017, de acordo com dados do Ministério Público do Trabalhador-SP.
Em suma, precisamos agir como Estado e sociedade. É preciso que a Polícia Federal fiscalize fábricas e campos, através de incursões diretas e surpresas, a fim de procurar e resgatar escravos. Aliado a isso, a sociedade precisa urgentemente parar de consumir produtos que sabidamente usam trabalho escravo, ou seja, basta que antes que comprar algo se procure se a empresa fabricante tem algum vínculo escravista e, se tiver, não consumir.