O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 05/09/2020

No nordeste açucareiro, durante a colonização brasileira, os africanos escravizados eram a principal mão de obra nas lavouras. Os senhores de terras tratavam-nos como objetos, forçando-os em um árduo trabalho sem remuneração. Hodiernamente, ao relacionar o passado histórico à realidade brasileira, é válido afirmar que, devido à desigualdade social e à falta de intervenção política nas relações trabalhistas, o trabalho escravo ainda persiste. Por consequência, são necessárias medidas para reverter esses problemas.

Em primeira análise, no período da Grécia Antiga, Esparta era uma cidade escravocrata, na qual predominava uma sociedade estamental. Na base da pirâmide social, estavam os indivíduos pobres que não sabiam ler ou não conseguiam pagar os impostos e que, por isso, perdiam suas liberdades e não tinham mais participação cidadã. Além disso, no livro “Herdeira da Morte”, de Melinda Salisbury, um personagem labutava sem descanso, pois era analfabeto e, decorrente disso, não conseguia nenhum cargo melhor no reino. Por conseguinte, a discrepância social fomenta ações escravas, dado que é uma forma de exercer alguma profissão mesmo não tendo uma boa formação educacional.

Outrossim, durante a  Primeira Revolução Industrial, houve a relação entre a burguesia (classe dominante) e o proletariado (classe dominada). Nessa relação, predominava a exploração dos operários, uma vez que exerciam desgastantes jornadas de até 16 horas diárias na fábricas. Entretanto, essa situação foi sendo regulada à medida que o Estado foi intervindo e criando normas. Portanto, assim como aconteceu no início da Revolução na Inglaterra, no Brasil, a carência de intervenção governamental pode acarretar o não exercício das leis trabalhistas promulgadas constitucionalmente.

Desse modo, são necessárias ações capazes de mitigar essas problemáticas. Órgãos públicos devem investir na educação, por meio da melhora da infraestrutura das escolas e melhora na capacitação profissional dos professores, para que a dessemelhança social seja superada. Ademais, os governos municipais devem intervir nos ofícios dos cidadãos, por intermédio de pesquisas que indaguem-nos sobre suas condições no ofício, a fim de que saibam se as leis profissionais estão sendo obedecidas. A partir dessas atitudes, o combate ao trabalho escravo no Brasil terá êxito.