O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 20/09/2020
Na obra de Tarsila do Amaral, “Abaporu”, o brasileiro é retratado com uma cabeça pequena e um corpo desproporcional, se referindo ao status dele na sociedade, um ser não pensante que serve para o trabalho. Para a maior parte dos brasileiros, a escravidão acabou em maio de 1888, porém nunca houve uma liberdade para os trabalhadores. Portanto, a persistência do trabalho escravo no século 21 se dá mediante a ausência de fiscalização gerando quebra dos direitos humanos.
A princípio, a legislação brasileira não é totalmente cumprida, pois muitos empregadores obtêm proveito de seus funcionários sem serem multados. Além do mais, no documentário “Gig, a uberização do trabalho”, de Juliano Barros , retrata a escravidão vivida pelos funcionários de aplicativo, forçados a trabalhar sem segurança e também sem direitos. Deste modo, é possível perceber que as leis não dão uma proteção ao trabalhador, o deixando vulnerável ao empregador.
Em outra perspectiva, o direito humano número 3, que defende uma vida em liberdade está sendo descumprido no trabalho usurpador. Ademais, na música de Emicida, “boa esperança”, o cantor relata trabalhos que são escravos e fica notório que a violência se tornou um vício social, praticado pela grande massa e totalmente negado fora do âmbito físico. Sendo assim, a quebra do mínimo que o Estado pode oferecer ao indivíduo está sendo roubado e mesmo com as manifestações culturais criticando, o Governo permanece em silêncio acerca do assunto.
Mediante ao conteúdo abordado acima, o conceito de trabalho precisa ser reformulado na nação brasileira, cumprindo os requisitos básicos presentes na lei. A fim de modificar essa situação, o Ministério do Trabalho em parceria com as emissoras de televisão deveria criar um projeto com o objetivo de fiscalizar as empresas e colocar nas novelas a importância da denuncia de trabalho escravo, com personagens emotivos e atores influentes na mídia para mostrar ao público os danos do uso da violência. Tendo como resultado menos trabalho usurpador e direitos cumpridos.