O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 06/09/2020
No filme “12 anos de escravidão”, Solomon é um negro livre, cidadão americano que, após aceitar uma proposta de emprego tentadora, percebe que foi enganado e é sequestrado e obrigado a trabalhar em condições de escravidão. Traçando um paralelo com a sociedade brasileira contemporânea, percebe-se que, a exploração do proletariado, seguida pelo descumprimento dos direitos humanos, contribuem para que, 132 anos após a aprovação da Lei Áurea, ainda ocorram casos de trabalho escravo no Brasil. Em primeira análise, nota-se que a exploração dos donos dos meios de produção sobre a classe trabalhadora tende a gerar péssimas condições de trabalho. De acordo com uma reportagem produzida pelo G1, fiscais do Ministério de Trabalho flagraram, em uma oficina de costura no interior de São Paulo, seis bolivianos, trabalhando em condições semelhantes à escravidão, com 14 horas de serviço diário e em local sem ventilação. Esse fato pode ser considerado um grave contratempo para a sociedade brasileira, uma vez que restringe a liberdade do indivíduo e atenta contra sua dignidade.
Por conseguinte, percebe-se que a exploração do trabalhador desrespeita a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1948, na qual é assegurado a livre escolha de emprego e condições justas e favoráveis de expediente. Logo, fica evidente que, se a condição de trabalho escravo não for remediada imediatamente no Brasil contemporâneo, tornar-se-á inútil o trabalho e empenho de gerações anteriores que reivindicaram o direito de igualdade entre todos os cidadãos brasileiros.
Portanto, medidas são necessárias para acabar de vez com a condição de trabalho escravo no Brasil contemporâneo. Sendo assim, Organizações não Governamentais (ONGS) devem, por meio de projetos de lei encaminhados à câmara do deputados e ao senado, propor e trabalhar para aprovar novos regulamentos que intensifiquem a punição às empresas e pessoas que estejam envolvidas com trabalho escravo no Brasil, com o apoio do Ministério da Justiça e do Ministério da Cidania, inviabilizando qualquer ocorrência no território nacional. Com isso, espera-se uma diminuição no número de pessoas sujeitas ao trabalho escravo no Brasil e que casos como o de Solomon deixem de ocorrer no território nacional.