O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 05/09/2020
No filme “12 anos de escravidão”, baseado em fatos reais, que se passa nos Estados Unidos, período anterior à abolição da escravidão no país, segue a história de um negro liberto, Solomon, que, em busca de melhores condições de renda para sua família, embarca em uma viagem a outro Estado do país, à convite, e se depara com uma farsa, já que acaba sendo sequestrado, acorrentado e vendido como escravo, passando por situações desumanas e sem perspectivas. Fora dos cinemas, o trabalho escravo no Brasil, ainda é uma realidade, mesmo após anos de luta contra essa opressão. São vários os casos que relatam esses casos deploráveis de abusos de trabalho. Em face do exposto, é indubitável que o trabalho escravo persiste no Brasil, o que é um grande retrocesso, e isso ocorre devido à ausência de alteridade por parte dos agentes responsáveis pelos casos de trabalho escravo, e da falta de fiscalização no processo de efetivação das leis já estabelecidas.
Convém ressaltar, a princípio, como há a ausência de alteridade por parte das empresas e pessoas envolvidas, que coordenam esse tipo de “trabalho”. O filósofo francês, Emmanuel Levinas, afirma em sua “Ética da Alteridade”, a importância do outro e a responsabilidade ao tratar o outro. Nesse prisma, é visível, no Brasil contemporâneo, o hiato no estabelecimento de uma sociedade que preserva, enxerga a vida do outro, não como objeto, mas como SER HUMANO.
Além disso, é importante salientar à falta de fiscalização no processo de efetivação das leis já existentes, para esses casos inumanos, visto que essa mazela persiste na sociedade. Cabe ao Governo impor medidas que corroborem com o fim desse impasse.
Portanto, para que o trabalho escravo, no Brasil, acabe, de uma vez por todas, medidas são necessárias. É preciso que o Governo, em parceria com os Direitos Humanos, invistam, à longo prazo, em campanhas publicitárias que repudiam esse tipo de “trabalho”, enfatizando que é crime e incentivando a população à agir, de forma ativa, em prol dessa campanha, denunciando, por meio de postagens nas redes sociais, para que haja o fim dessa mazela e que, pessoas como Solomon, que buscam melhores condições para sustentar sua família, consigam ter esse objetivo alcançado de forma ética e moralmente aceitas, fazendo com que o outro seja enxergado e devidamente respeitado como SER HUMANO.