O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 06/09/2020
Historicamente, a escravidão brasileira começa com a colonização portuguesa, perdurando por cerca de quatro séculos, iniciando-se com índios nativos e depois com negros oriundos do continente africano, visando o lucro dos colonos. A abolição surge em 1888, com a Lei Áurea, mas não houve a extinção do trabalho escravo, inicialmente, que transcorreu durante o século XIX. Atualmente, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), existem cerca de 20 milhões de pessoas escravizadas, ainda, no mundo. Isso ocorre por desigualdades sociais, ocasionando a pobreza e a falta de oportunidades, desempenhando no aumento da escravidão moderna.
Primeiramente, Grande parte do trabalho análogo ocorre por aliciamentos, onde há uma promessa de mudança de vida ou por pagamentos de dívidas. Segundo a Fundação Walk Free, a escravidão gera 150 bilhões de lucro, enquanto os escravos não ganham nada ou quase nada, sendo forçadas a trabalhos insalubres, como no caso da indústria de algodão, em países asiáticos.
Em segundo, a falta de oportunidades vem contribuindo para a elevação desse problema social, visto que o Brasil é o segundo país no mundo com mais casos de exploração sexual, motivado por problemas sociais, como a pobreza. De acordo com a Luciana Temer, professora de Direito da PUC-SP, grande parte do trabalho análogo a escravidão vira-se para a indústria ponográfica, onde não há regulamentações trabalhistas, colocando mulheres em situações de violências e na posição de submissão. Neste sentido, a tecnologia contribui para esses aumentos, visto que o acesso a sites pornográficos é muito fácil.
Assim sendo, é extremamente importante a atuação de órgãos públicos, como o Ministério Público do Trabalho e policiais federais, atuação de ONGs contra o trabalho escravo e a favor dos Direitos Humanos, além do controle de pornografia sexual na internet. Visando a diminuição do trabalho escravo moderno.