O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 14/09/2020

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. No Brasil, no entanto, observa-se o contrário, uma vez que novas formas de escravidão acometidas, principalmente, contra população menos favorecida têm persistido no país. Dessa forma, evidencia-se uma problemática de contornos específicos, em virtude, essencialmente, do receio de denunciar e do desemprego.

Antes de tudo, a ausência de denúncias é notória e preocupante. Nesse contexto, a máxima do filósofo Immanuel Kant de que “o indivíduo deve agir segundo a máxima que gostaria de ver transformada em lei universal” cabe perfeitamente. Desse modo, os indivíduos, muitas vezes, devido à incerteza de que encontrarão novos empregos, continuam trabalhando nesses locais e não praticam o ato da denúncia.

Ademais, o país possui uma lacuna de oportunidades de emprego. Nesse sentido, o artigo 23º, da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, defende que todos os seres humanos têm direito a um trabalho com remuneração justa e satisfatória. Porém, percebe-se, na nação brasileira, que esse direito não é garantido, pois o trabalho formal, diversas vezes, exige qualificações de difícil acesso à população mais pobre, assim, formas de trabalho escravo persistem e os esforços para mudar essa situação são insuficientes.

Portanto, medidas são necessárias para amenizarem o quadro atual. Dessa maneira, O ministério da cidadania juntamente com o apoio das escolas públicas deve, por meio de verbas públicas, ofertar cursos profissionalizantes gratuitos para a população mais carente, com o intuito de qualificar essas pessoas para que elas possam entrar no mercado de trabalho com mais facilidade, tais cursos seriam ofertados nas escolas nos finais de semana, assim, não afetariam o pleno funcionamento dessas instituições. Desse modo, a ideologia de São Tomás de Aquino poderá ser praticada.