O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 10/09/2020
O poema “no meio do caminho”, do escritor modernista Carlos Drummond de Andrade, revela de forma metafórica, a existência de obstáculos no percurso da vida do homem. Em paralelo a isso, o trabalho escravo contemporâneo tornou-se uma pedra no caminho da sociedade moderna, inviabilizando o bem-estar social de vários indivíduos, haja em vista que a falta de fiscalização e vulnerabilidade social contribui para essa situação.
A princípio, em 1888, ocorreu a homologação da Lei Áuera, assinta pela a princesa Isabel, que colocava fim no trabalho escravo no território brasileiro. Contudo, a falta de fiscalização por parte do poder público contra o trabalho análogo a escravidão tem impulsionado o seu reaparecimento, sendo que muitas empresas busca a diminuição dos gastos com as leis trabalhistas colocando seus funcionários em situação irregulares como longas jornadas de trabalho, baixos salários e informalidade, refletindo que entre 2003 e 2018, cerca de 45 mil trabalhadores foram encontrados em situação irregular, dados da Policia Civil.
Nesse contexto, segundo um dos maiores físicos da história, Isaac Newton, “toda ação existe uma reação”. Sob esse viés, os altos números de pessoas em estado de vulnerabilidade social e baixa escolaridade leva ao desespero pela a busca de um sustento para sua família, fazendo com que esses indivíduos aceite serviços longe de casa, onde ao chegar nesses locais encontram condições pecarias de trabalho e de vida, a criação de dívidas, confisco de documentos e ameaças de morte, compreendendo que 45% das pessoas encontrada em situação de trabalho escravo são analfabetos, levantamento do portal G1 notícias.
Portanto, é mister que o Estado tom providências para amenizar o quadro atual, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, a criação e ampliação de vagas de indivíduos mestrados e doutorados para a fiscalização constante em empresas e industrias fazendo vale a legislação atual e o bem estar-social dos trabalhadores. Além disso, o Ministério da Cidadania, em parceria com o MEC (Ministério da Educação), por meio do aumento de vagas nos sistemas EJA (Educação de adultos) e cursos técnicos, voltado para a profissionalização de pessoas em situação de vulnerabilidade social qualificando sua mão de obra e melhorando os salários para essa população. Assim o Brasil estaria se afastando da cultura do trabalho escravo.