O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 08/09/2020
Assim que os portugueses conheceram o Brasil, usaram mão-de-obra escrava para extrair suas riquezas. Com a pressão sofrida pela Inglaterra e movimentos liberais, a escravidão acabou abolida em 1889. Porém, acabou reinventada com uma nova cara: o trabalho escravo, emprego no qual o trabalhador não tem acesso a direitos básicos, inclusive sua liberdade, mas de forma velada.
Ainda que houvesse feito um ministério criado exclusivamente para combater a exploração trabalhista (o ministério foi extinto), isso não garante que as empresas não a façam. Isso é visto quando se trata de trabalho em locais remotos, onde não há fiscalização e até alfabetização, fazendo com que moradores locais se sujeitem a jornadas de trabalho muito extensas, salário baixo e falta de segurança. Um exemplo são os garimpos, onde diversos trabalhadores procuram minérios para conseguir ter uma renda, mas acabam se tornando escravos por não conseguirem sair de lá, por consumirem produtos disponibilizados pelo dono do garimpo, ou seja, têm sua liberdade privada. Isso acaba perpetuando uma cadeia de acontecimentos na qual até crianças são escravizadas. Com isso, é possível constatar que esse tipo de trabalho, muitas vezes, é análogo à escravidão.
Além desse caso, há outros bem mais próximos dos centros urbanos: os casos onde imigrantes acabam escravizados. Isso acontece pelo mesmo motivo: falta de oportunidade de trabalho. Muitos acabam sendo submetidos a empregos nos quais não podem até sair do local. É também algo bem recorrente porque é um sistema alimentado principalmente por grandes empresas do ramo da moda, como Zara, Renner, entre outras. A própria Zara já foi responsabilizada por vender produtos feitos por mão-de-obra escrava em 2011, quando 15 trabalhadores foram encontrados em situação análoga à escravidão. Essas situações acabam com o trabalhador, visto que são forçados a vender suas peças a preços extremamente baixos para conseguirem alguma renda e também têm sua liberdade tomada. Essa é uma das muitas situações de escravidão contemporânea.
Portanto, é importante ressaltar a importância do combate à escravidão e fazer medidas mais severas para fiscalização. Dentre essas medidas, está o Governo Federal recriar o Ministério do Trabalho para retomar as atividades de inspeção e investigar vínculos trabalhistas, o MEC: Ministério da Educação formar parcerias com instituições que focam na inserção de pessoas no mercado de trabalho para incluir no currículo escolar disciplinas voltadas a conscientizar jovens sobre este mercado para que denunciem caso empresas os sujeitem a essas situações, promover cursos voltados a estrangeiros como português, cursos técnicos, etc, a fim de impedir que esses se tornem escravos. Com essas medidas, é possível, pelo menos, diminuir a escravidão atual.