O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 11/09/2020

A escravidão caracterizou o início da formação do território brasileiro, sendo criminalizado apenas em 1888 através da Lei Aurea. Entretanto, o trabalho escravo ainda é recorrente na contemporaneidade brasileira convergindo com a vulnerabilidade econômica e social dos indivíduos. Consequentemente, há o contínuo consumo de produtos frutos do trabalho compulsório e a violação dos direitos dos trabalhadores .

A princípio, cabe destacar a influência do capitalismo sobre o consumismo no país. Desse modo, desde criança ensina-se a necessidade e a precisão de se ter bens materiais, cegando os cidadãos para a incrédula existencial do trabalho escravo na atualidade. Assim, escândalos a respeito da mão de obra irregular que assolam grandes empresas brasileiras como Renner e CeA tem sido facilmente abafados por meio do desconhecimento da causa por parte da sociedade.

Outrossim, é notório que esses indivíduos são privados de seus direitos básicos. Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos ( DUDH), todos os cidadãos devem ser protegidos contra práticas de escravidão e servidão. Dessa maneira, ocorre o negligenciamento governamental que esquiva-se da indispensabilidade de supervisionar o bem-estar dos trabalhadores brasileiros, essencialmente aos pertencentes a grandes empresas. Logo, os cidadãos encontram-se desamparados e impedidos de desenvolvimento.

Destarte, fazem-se inescusáveis medidas que amparem os trabalhadores no Brasil. Nesse âmbito, compete ao Ministério da Educação, que tem por função social garantir os direitos nessa área, promover campanhas escolares conscientizadoras e esclarecedoras sobre o trabalho escravo na hodiernidade como forma de disseminar o conhecimento da causa na sociedade. Além disso, é dever do Ministério do Trabalho verificar a qualidade e a segurança dos trabalhadores por meio de monitoramento semanal nas empresas.