O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 09/09/2020
A declaração universal dos direitos humanos, prorrogada em 1948 pela Organização das Nações Unidas(ONU), assegura a todos os indivíduos o direito a educação e bem estar social, no entanto, percebe-se que esses direitos não são respeitados, uma vez que milhares de pessoas, no Brasil e no mundo, ainda sofrem condições próximas à escravidão.
Primeiramente, o livro “Capitalismo e escravidão”, escrito pelo escritor e historiador do século XX: Eric Williams, disserta sobre a dependência do arranque capitalista no século XVIII da escravidão exercida pela Europa durante os séculos XV e XVI, não só isso, mas também discute sobre a inerência capitalista ao trabalho de baixíssimo custo para maximizar os lucros. Esses aspectos desse modelo econômico são uns dos intensificadores da escravidão contemporânea.
Ainda sob esse ângulo, segundo a Fundação Walk Free, a pobreza e a falta de oportunidades desempenham importante papel no aumento da vulnerabilidade das pessoas à escravidão moderna. Ou seja, as desigualdades sociais afetam diretamente o números de pessoas expostas a essas imposições de vida, como mostra um estudo produzido pela Fundação Walk Free em 2016, o qual diz que cerca de 45,8 milhões de pessoas estão sendo submetidas a alguma forma de trabalho escravo. Além disso, 58% estão concentrados em apenas 5 países, referências na desigualdade e pobreza, são eles: Índia, China, Coréia do Norte, Paquistão e Bangladesh.
Mediante os fatos elencados, é evidente que a escravidão é crime, mas ainda não foi erradicada e milhões de pessoas sofrem com essa prática, que é potencializada pelas desigualdades do modelo econômico em que vivemos. Devido a isso, a ONU deve, juntamente a os governos locais, vigiar as condições de trabalho das pessoas em fragilidade econômica e punir os criminosos que cometem esse delito, para assim melhorar a situação de vida dessas milhões de pessoas e seguir A Declaração Universal de Direitos Humanos.