O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 09/09/2020

Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa, na realidade contemporânea, é o oposto do que o autor prega, uma vez que a escravidão atual no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização do livro de More. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária que mescla conflitos na esfera social, analisar seriamente as raízes e os frutos dessa problemática é medida que se faz imediata.

Primeiramente, é essencial pontuar que a escravidão deriva da baixa atuação dos setores governamentais. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, os ‘’patrões’’ se veem em situação favorável, e assim dão continuidade as suas práticas de escravidão fomentando cada vez mais esse cenário obscuro que passa desapercebido pela sociedade. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a crise no território brasileiro como agravante do problema. Segundo o site Agência Brasil, em 2019 mais de mil pessoas foram resgatas no Brasil em situação de servidão. Partindo desse pressuposto, percebe-se que a falta de emprego atual no país gera uma situação de preocupação em chefes de família desempregados, esses por vezes se submetem a serviços desumanos e em ambientes precários, para manter a subsistência de sua família .Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que essa situação contribui para a perpetuação desse quadro crítico.

Portanto, medidas cabíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessa forma, com o intuito de acabar com essa adversidade, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério do trabalho, será revertida em financiamentos em áreas precárias e carentes do Brasil, as quais necessitam de verba para gerar empregos e com isso diminuir a escravidão e a desigualdade social enfrentadas por esses cidadãos. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo desse problema, e a coletividade alcançará a Utopia de More. .