O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 09/09/2020

É indiscutível que a escravidão é presente no Brasil desde o período colonial, e mesmo com a criação de diversas leis com o intuito de extinguir essa mão de obra, ainda se encontra diversos casos de escravos no século XXI. Isso ocorre por conta da dificuldade dos trabalhadores mais pobres de encontrar opções viáveis de emprego e pela falta de fiscalização das condições do trabalhador, principalmente nas áreas rurais.

Primeiramente, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), cerca de 40% dos trabalhadores resgatados do trabalho escravo tem um nível baixo de escolaridade, e 33% são analfabetos. Naturalmente, esses jovens que chegam de famílias muito pobres se deparam com a  necessidade de conseguir um emprego juntamente com as poucas possibilidades. Portanto, acabam aceitando um trabalho em condições desumanas, com baixo salário e grande carga horária, com a intenção de sustentar sua família.

Além disso, a mesma pesquisa aponta que a maioria dos casos de mão de obra escrava acontecem nas lavouras e em outras atividades nas regiões rurais do país. Outrossim, muitas vezes as relações entre empregador e empregado começam com favores entre amigos e parentes. Como consequência, o trabalho de fiscalização, que já é menor nessas áreas, se torna mais complicado e muitas vezes, uma situação análoga a da escravidão passa despercebida.

Dessa forma, constata-se que o trabalho rural precisa de uma fiscalização mais constante e de um conhecimento expandido sobre os direitos do trabalhador. Portanto, o Ministério do Trabalho e Emprego deve por meio da mídia divulgar campanhas explicativas sobre a escravidão contemporânea e meios de denúncia, além de aumentar a frequência das fiscalizações, com o objetivo de difundir o conhecimento dos direitos trabalhistas e amenizar os números vítimas do trabalho escravo.