O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 15/09/2020
Em 1888, a escravidão foi abolida no Brasil por meio da assinatura da Lei Áurea. Apesar da sua abolição e de ser considerado crime pelo Código Penal, o trabalho análogo a escravidão faz-se presente no Brasil hodierno.
Em primeira análise, cabe apontar a consequência da falta de inserção escolar dos escravizados no cenário brasileiro. Segundo dados do Ministério do trabalho, 80% dos explorados não apresentam escolaridade. Diante disto, fica nítido que a maior parte das vítimas de exploração servil são analfabetas e desempregados, Com efeito, se submetem a essas condições degradantes de vida, para que consigam sobreviver.
Outrossim, é importante frisar a presença do sistema capitalista como forma de dominação social dos explorados. Em analogia a teoria de modernidade líquida, do sociólogo Bauman, a escravidão do período colonial reinventou-se e adaptou-se para o contexto atual. Pois, altas cargas horárias e baixos salários, significam o aumento da produção e por consequência do lucro de empresas. Dessa forma, a busca intensa ao lucro máximo de empresas capitalistas, ignoram os perigos a quais são expostos.
Em suma, torna-se evidente a urgência do combate à condições análogas ao trabalho escravo no mundo atual. Nesse sentido, com o objetivo de reverter esse quadro, o Ministério da tecnologia, deve promover de campanhas, por meios midiáticos, que incentivem a realização de denúncias contra o trabalho escravo e irregularidades fiscais. Assim, a população auxiliaria nesse combate. Ademais, o Ministério do Trabalho, aumentar a fiscalização efetiva, reprimindo esses quadros, por meio de postos de denúncia e propagandas abordando as sérias consequências desses sistemas ilegais no cenário presente.