O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 11/09/2020
No dia 13 de maio de 1888, foi assinado a lei Áurea pela princesa Isabel, quando a escravidão foi oficialmente abolida, porém, já no século XXI ela continua a se desenvolver de forma implícita, por meio de trabalhos forçados e em péssimas condições, onde, muitas vezes, os direitos humanos não são respeitados. Ademais, inúmeras pessoas não conhecem seus direitos e vivem em condições precárias, por isso se submetem a esses trabalhos e até mesmo podem ser privados de sua liberdade. Um título que fala sobre a vida dos escravos, que eram explorados e torturados, é o “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, contando sobre Prudêncio, que fora escravo de Brás na sua infância e mesmo sendo uma obra antiga, representa a situação de muitos ainda hoje.
Apesar de já existirem muitas leis, como a CLT, sancionada em primeiro de maio de 1943, por Getúlio Vargas, ainda há muitos casos de trabalhos irregulares pela falta de fiscalização e pela ganância das pessoas. Na maioria das vezes, o indivíduo está desempregado e precisa de meios para sustentar sua família, mas acaba se submetendo a situações humilhantes e recebendo um péssimo salário.
No ano de 2018 foi divulgada, pelo Ministério do Trabalho, uma lista de 209 empresas acusadas da prática escravista, contudo, algumas delas doaram uma grande quantia de dinheiro para candidatos aprovarem a portaria 1129/2017, assim, o Estado que deveria assegurar os direitos dos cidadãos, estava contribuindo para que as empresas escravagistas ganhassem mais dinheiro por meio da exploração dos trabalhadores e sem dúvida, as conclusões do relatório da Walf Free Foundation não resultaram em bons dados, com 40 milhões de pessoas acorrentadas pela escravidão moderna.
Portanto, fica em evidência que medidas devem ser adotadas para acabar com a falta de dignidade humana quando se trata dos direitos trabalhistas, e para isso, deve se dar assistência ao trabalhador, reforçando a educação, dessa forma o indivíduo passa a ter consciência sobre seus direitos e pode transformar esse ciclo exploratório. Além disso, o Ministério do Trabalho em conjunto com empresas apoiadoras da causa, devem oferecer cursos gratuitos em regiões periféricas para qualificar a mão de obra, evitando assim situações precárias no emprego e preparando melhor o cidadão para o mercado de trabalho.