O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 11/09/2020
No Brasil, a escravidão é um elemento que esteve presente desde a sua formação, uma vez que esse foi a mão-de-obra utilizado durante o período colonial. Todavia, apesar de sua abolição ter ocorrido em 1888 e as Leis Trabalhistas terem surgido na década de 1930, tal exploração ainda é evidente em razão da desigualdade social e insuficiência da fiscalização.
Em uma segunda análise, o baixo nível de escolaridade de populações carentes impede que pessoas possuidoras dessa realidade econômica adquiram trabalhos de qualidade; segundo o IBGE, a taxa de desemprego nacional chegou a 11,8%. Com isso, essa população sujeita-se a, atividades mal remuneradas e cargas horárias excessivas para garantir o sustento familiar. Como também, as crianças que fazem parte dessas residências são exploradas e privadas do acesso à educação, o que torna essa situação um ciclo e impede a ascensão social dessa classe.
Apesar de o combate à escravidão na atualidade dificultar-se pela baixa fiscalização existente e irregularidade da mesma, já que, a maior parte da população desconhece esse problema brasileiro e, como consequência, o número de denúncias realizadas é muito baixo. Bem como, devido à corrupção dos fiscais por donos de médias ou grandes empresas, o não cumprimento das leis fomenta-se. Faz-se premente, portanto, medidas para que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. Nesse sentido, de acordo com o educador Paulo Freire, a educação é o principal fator que muda a sociedade.
Logo, cabe à mídia, através da publicidade, a promoção de campanhas educativas que incentivam a realização de denúncias contra o trabalho escravo e irregularidades fiscais para que a população auxilie esse combate. Além disso, o Ministério do Trabalho e Emprego, em parceria com grandes empresas, deve fornecer cursos técnicos gratuitos em regiões carentes de modo a qualificar a mão-de-obra e garantir oportunidades a essa população. Dessa maneira, a exploração trabalhista irá minimizar-se.