O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 11/09/2020
O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
O trabalho escravo já foi muito comum no Brasil e essa foi a realidade do país até o final do século 19, quando, por fim, a prática foi considerada ilegal pela Lei Áurea. Porém atualmente ainda são encontrados casos de escravidão no Brasil, que podem ser constatados a partir de qualquer um dos seguintes elementos: trabalho forçado, violência, jornada exaustiva, falta de saneamento básico, servidão por dívida e condições degradantes.
De acordo com o Agência Brasil, entre 2003 e 2018, cerca de 45 mil trabalhadores foram resgatados e libertados do trabalho análogo à escravidão no Brasil. Segundo dados do Observatório Digital do Trabalho Escravo, isso significa uma média de pelo menos oito trabalhadores em condições extremamente precárias, foram resgatados a cada dia.
Assim, como forma da erradicação do trabalho escravo, seria importante uma maior fiscalização de lojas, empresas, como qualquer outro comércio. Para que isso aconteça, o Ministério do Trabalho tem como dever, juntar esforços com outros órgãos de fiscalização, com o objetivo de reunir informações sobre valores da produção e lucro, para identificar desvios que possam significar trabalho escravo.
O trabalho escravo é uma grave violação de direitos humanos que restringe a liberdade do indivíduo e atenta contra a sua dignidade.
No Brasil, 95% das pessoas submetidas ao trabalho escravo rural são homens. As atividades para as quais esse tipo de mão de obra é utilizado exigem força física, por isso os aliciadores buscam principalmente homens e jovens. Os dados oficiais do Programa Seguro-Desemprego registrados de 2003 a 2018 indicam que, entre os trabalhadores libertados, 70% são analfabetos ou não concluíram nem o 5º ano do Ensino Fundamental.