O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 11/09/2020

Durante a Primeira Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra no século XV, o trabalho escravo se tornou algo comum, uma vez que grandes proprietários submetiam seus funcionários a longos expedientes e baixo salário. De maneira análoga, ainda que atualmente existam leis que proíbam o trabalho escravo no Brasil, ele permanece presente no século XXI. Nesta esteira, urge que medidas sejam tomadas para minimizar a questão da exploração trabalhista no país, geralmente causado pela busca por maior lucro e pela falta de representatividade por parte dos trabalhadores.

Em primeira análise, é válido ressaltar a ganância dos superiores como uma das raízes do problema. Uma vez que o capitalismo induz os proprietários a venderem mais, por conseguinte precisam produzir mais. Dessa forma, os donos de grandes negócios procuram por poucos funcionários para garantir menos salários baixos a serem pagos, além de aumentar as horas do expediente, caracterizando o trabalho escravo. Pode-se se chamar este trabalho como “silencioso”, já que poucos notam o crime cometido devido a falta de fiscalização. Assim, no que tange a exploração trabalhista no Brasil, é válido evidenciar o artigo 149 da Constituição Federal, que garante punição àqueles que contribuírem de alguma forma para esse tipo de crime. Nesse sentido, torna-se evidente que o governo, ao deixar de fiscalizar pontos com alta renda, favorece a escravidão contemporânea.

Ademais, vale salientar a falta de representatividade como impulsionador do adverso. Sob essa perspectiva, a máxima de Rupi Kour “A representatividade é vital” cabe perfeitamente. Muitas vezes os trabalhadores submetidos a condição de escravidão são ameaçados pelos próprios patrões, resultando na falta de denúncias. Para o sociólogo Karl Marx, a condição na qual trabalhadores são colocados pela exploração, prejudicando sua saúde física e mental é chamada de alienação. Assim, no que diz respeito ao trabalho escravo na contemporaneidade brasileira, observa-se que a falta de conhecimento sobre o assunto  é um dos grandes causadores da problemática.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Faz-se mister, pois, que o governo, em parceria com grandes institutos de fiscalização, inspecione empresas e todos os lugares onde há movimentação suspeita, contando com a ajuda de profissionais que garantam a punição dos criminosos. Além disso, a mídia, contando com a ajuda de ONGs, deve providenciar campanhas que incentivem a denúncia da exploração trabalhista, garantindo apoio aos afetados. Espera-se, dessa forma, que ocorra a limitação desse adverso imbróglio social e que o problema da Primeira Revolução Industrial deixe de se repetir.