O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 11/09/2020

O Brasil foi um país fortemente marcado pela escravidão, primeiramente, com a submissão dos índios pelo europeus colonizadores, e mais tarde o inicio da comercialização e tráfico dos negros escravos. Além disso, o Brasil só foi abolir o trabalho escravo depois de 300 anos, muito mais tarde do que os outros países, e ainda não desenvolveu políticas sociais de inserção dos ex escravos na sociedade. O maior agravante dessa situação, atualmente no país, é a baixa inserção da camada mais pobre da sociedade na escola, que obriga essas pessoas sem escolaridade a buscarem por trabalhos muito mal remunerados e de longas jornadas de serviço.

O mercado de trabalho está se tornando cada vez mais exigente e competitivo, desse modo, pessoas que não possuem qualificação acabam sendo excluídas do mercado de trabalho e precisam optar por empregos que se configuram como trabalho escravo. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) realizou uma pesquisa de amostragem dos trabalhadores, que se encontravam em situação análoga à de escravo, entre os anos de 1995 até 2016, e revelou que cerca de 32% dessas pessoas eram analfabetas e 39% só chegaram até a quarta série.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) também revelou que a maioria das pessoas libertadas do trabalho forçado, trabalhavam no meio rural, cerca de 87%. Isso ocorre devido a baixa fiscalização que há nessas áreas, tornando mais fácil de desenvolver esse tipo de prática e deixar o trabalhador totalmente dependente de seu empregador.

Visto que a situação de trabalhadores em situações análogas à de escravo é muito grave e recebe pouca visibilidade, fica claro que o Governo Federal, juntamente com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o Ministério da Educação (MEC), deve criar programas sociais de inserção das pessoas sem escolaridade de volta as escolas, assim como funciona o programa social Bom de Bola Bom de Escola, que tem por objetivo atrair jovens do país inteiro à prática de esportes e ao acesso democrático à educação. Com a criação de ferramentas de inclusão social como essa, o número de pessoas mais bem qualificadas para o mercado de trabalho crescerá cada vez mais, e consequentemente o número de pessoas em situação de trabalho escravo decaíra.