O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 11/09/2020
Durante o período de Brasil colônia escravocrata, formado logo após a chegada dos portugueses no território, milhares de pessoas foram submetidas a condições desumanas de trabalho e tornaram-se símbolos de tamanha exploração, que era estabelecida pelos lusitanos aqui presentes. De maneira análoga, na contemporaneidade, é possível observar que apesar de tantos séculos terem se passado, ainda é crescente a questão do trabalho escravo no Brasil, visto que muitos se encontram restritos de direitos básicos ou em condições de privação de liberdade. Nesse sentido, tanto as raízes históricas, quanto as desigualdades existentes são formas de se entender a problemática.
Em primeira instância, vale salientar a interferência de acontecimentos históricos como reflexo para o impasse. Segundo o sociólogo Pierre Bourdieu, um dos principais processos de formação da nossa personalidade se dá, de forma inicial, pelas experiências vividas com a instituição familiar, sendo elas trocas culturais ou comportamentais. De maneira semelhante, o Brasil do século XVI - com todas aquelas práticas de escravidão- trouxe sem dúvidas influências para a formação da sociedade brasileira, já que mesmo no século XXI, casos de exploração e precarização de trabalho são notificados diariamente no país. Em consequência disso, o país segue para um caminho de regressão, pois como muitos desconhecem sobre todas essas práticas horrendas, o problema passa despercebido e continua acontecendo sem muitas ações de combate.
Outrossim, é perceptível que a corroboração dessa circunstância se deve às desigualdades presentes. Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, educação, segurança, transporte e ao bem-estar social. No entanto, é notório que essa não é uma política bem executada no Brasil, uma vez que ao analisar o sistema de amparo presente, concluí-se que há, dentro do Estado, uma enorme negligência ao se lidar com a população de classe mais baixa. Sob tal óptica, vale ressaltar que, como a população de renda mais baixa depende totalmente do emprego, mesmo que ganhando muito pouco ou por troca de alimento, eles lidam com as condições desumanas pois precisam daquilo para sobreviver.
Diante do exposto, portanto, é notório que caminhos são determinantes para combater o trabalho escravo no Brasil contemporâneo. A fim de executar tal medida, cabe ao Ministério do Trabalho ampliar suas vias de fiscalização em todas as regiões do país, com a contratação de mais funcionários que façam o policiamento não só das grandes empresas, mas também das menores, com o objetivo de cobrar a execução de direitos trabalhistas, e dessa forma caso eles não estiverem sendo executados devem ser aplicadas multas e punições conforme a Constituição Federal prevê.