O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 12/09/2020
Na série de televisão “Dexter”, um de seus episódios retrata um esquema de trabalho escravo, no qual imigrantes são obrigados a trabalhar sob condições precárias. Fora da mídia de entretenimento, no Brasil, em 1888, esta prática foi abolida pela lei Áurea, porém ainda se observa na contemporaneidade trabalhos análogos à escravidão. Dentre as diversas áreas, as que mais se encontram nesta realidade é a indústria têxtil e o setor rural.
Em primeiro lugar, ao falar sobre moda logo pensa-se em glamour, no entanto a realidade pode ser muito distante disso. Isso porque, no ano de 2019, imigrantes da Bolívia foram resgatados de um regime análogo à escravidão no estado de São Paulo. Este é apenas um exemplo da realidade, na qual donos dos meios de produção de confecções se aproveitam de imigrantes, confiscando seus documentos e cobrando por dívidas que nunca têm fim. Desse modo, é inadmissível que mesmo após anos da abolição da escravatura isso ainda venha acontecendo.
Além disso, o trabalho escravo também é muito recorrente no setor agropecuário. Um levantamento realizado pela Organização Internacional do Trabalho mostra que, nesta área, o trabalhador exposto à mão de obra forçada é homem, negro e analfabeto funcional. Na maioria das vezes, criminosos, conhecidos como “gatos”, abordam estas pessoas em situação de vulnerabilidade, prometendo moradia e salário em áreas de crescimento rural em troca de trabalho, porém o que o empregado encontra são condições indignas. Portanto, é de extrema importância uma maior fiscalização das condições de trabalho nessas áreas.
Logo, a fim de mudar esta situação atual é necessário que medidas sejam tomadas. O Ministério do Trabalho, extinto pelo atual presidente, Jair Bolsonaro, deve ser reativado, assim será possível a criação de uma pasta específica voltada para investigação e criminalização destes execícios análogos à escravidão. Para que assim, o Brasil sempre ofereça ambientes e condições de trabalho dignos.