O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 13/09/2020

Em 1888, a Lei Áurea determinou o fim da escravidão no Brasil, garantindo o direito à liberdade aos negros escravizados. No entanto, apesar de ter libertado uma parcela significativa da população, ainda há indivíduos privados de uma vida livre. Paralelamente, esta situação continua atingindo, majoritariamente, pessoas do mesmo grupo social, negros e pobres em geral, além de que agora está intimamente relacionado à condição de trabalho a qual estão submetidos. Nesse sentido, cabe avaliar o porquê desse quadro.

Em primeira análise, verificamos que após a abolição da escravatura a população escravizada não foi integrada a sociedade, marginalizando-a. Consequentemente, a desigualdade social foi mantida e, diante de uma situação desesperadora, esses indivíduos são submetidos a uma escravidão moderna, pois a única opção é doar a força de trabalho em troca de uma condição precária de vida, de forma semelhante ao modo de trabalho descrito pelo filósofo Karl Marx nas fábricas do século XIX.

Ademais, o Brasil contemporâneo carece de medidas para atenuar a desigualdade criada, sendo fundamental a educação pública, porque a partir dela é oportunizada ao jovem a possibilidade de um futuro melhor, acesso ao mercado de trabalho e ao ensino superior. Outrossim, caso não haja acesso a um ensino de qualidade, a causa inicial é intensificada, aprofundando as diferenças e aprisionando o trabalhador em ´péssimas condições.

Portanto, é necessário que o Executivo atue por meio de investimentos na educação, de forma a atingir as camadas que sofreram as consequências da escravização. Desse modo, busca-se atenuar a desigualdade social, evitando o problema dando os meios e os modos para o povo ter acesso a condições dignas de trabalho. Feito isso, com a população formada e com acesso ao conhecimento, esta não submeter-se-á a trabalho escravo.