O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 13/09/2020

Durante a Primeira Revolução Industrial, no século VXIII, houve uma grande exploração trabalhista, quando os funcionários das fábricas trabalhavam horas seguidas sem direitos e sem saber se era dia ou noite. Trazendo para os dias atuais, inúmeros cidadãos são submetidos a cargas horárias de longo prazo, não cumprindo, dessa forma, com as leis trabalhistas. A partir disso, é necessário analisar de que maneira o trabalho escravo ainda acontece no e quais consequências ele traz consigo.

A priori, o desemprego no Brasil atingiu 12,8 milhões de pessoas, segundo o G1, deixando, dessa maneira, inúmeras pessoas propensas a propostas de empregos não tão justas, com longas horas de serviço e desvalorização salarial. Sendo assim, com a alta taxa de desemprego, os cidadãos tendem a buscar trabalho para sustentar suas famílias e conseguir trazer o mantimento para suas casas, não buscando, dessa maneira, seus direitos trabalhistas e aceitando propostas desumanas.  Desse modo, o cuidado com a saúde física e psicológica é deixada de lado, igualando-se aos processos de trabalho durante o século XVIII, quando os funcionários, incluindo crianças, eram submetidos a ficarem trabalhando dentro das fábricas por horas e sem direito a pausas.

Outrossim, juntamente ao cansaço físico por causa de suas obrigações, esses tipos de trabalhos podem acarretar consigo, também, doenças psicológicas, como a ansiedade, que pode causar uma crise do pânico, geradas pelo esgotamento. De acordo com o Filósofo Michael Foucault, todo ser humano é uma construção biológica, psicológica e social, necessitando de cuidado com todas essas áreas de sua vida. Contudo, não é isso o que de fato acontece, devido a esses tipos de trabalhos, pois, muitos desses funcionários acabam se afastando de suas famílias por falta de tempo e abrindo mão  dos seus cuidados com a alimentação e saúde, além do descanso e prejudicando, assim, a sua saúde mental.

Destarte, faz-se mister que o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos entre com profissionais da área dos direitos trabalhistas, fazendo fiscalizações dentro das pequenas, médias e grandes empresas, visualizando a quantidade de horas trabalhadas pelos funcionários e se todos os seus direitos estão sendo respeitados. Ademais, deverão também, aplicar multas sob aquelas empresas que mesmo após a ultrapassagem da carga horária, ainda mantêm os funcionários, sem que seja pago as suas horas extras ou seja dado folgas. Tal ação garantirá que não haja mais trabalho escravo igual ao que acontecia durante a Primeira Revolução industrial e manterá o bem-estar da população trabalhadora do Brasil atual.