O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 14/09/2020

No Brasil, a escravidão é um elemento que esteve presente desde a sua formação, uma vez que esse foi o tipo de mão de obra utilizado durante o período colonial. Todavia, apesar de sua abolição ter ocorrido em 1888 e as leis trabalhistas terem surgido na década de 1930, tal exploração ainda é evidente em razão da desigualdade social e insuficiência da fiscalização.

Em primeiro lugar, o nível de escolaridade é baixo, o que impede que pessoas com essa realidade econômica tenham empregos de qualidade, segundo o IBGE, a taxa nacional de desemprego chega a 11,8%. Como consequência, os salários da população são insuficientes e as jornadas de trabalho são muito longas para garantir a vida familiar. Da mesma forma, as crianças dessas moradias também são exploradas e privadas de oportunidades de educação, o que torna essa situação um ciclo e dificulta a ascensão dessa classe da sociedade.

Além disso, a luta antiescravagista de hoje é prejudicada por irregularidades e inspeções de baixo nível existentes. Isso porque a maioria da população desconhece esse problema, então o número de reclamações é muito pequeno. Além da corrupção de fiscais por proprietários de grandes e médias empresas, o descumprimento da lei também é incentivado.

Faz-se premente, portanto, medidas para que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. Nesse sentido, de acordo com o educador Paulo Freire, a educação é o principal fator que muda a sociedade. Logo, cabe à mídia, por meio de publicidade, a promoção de campanhas educativas que incentivam a realização de denúncias contra o trabalho escravo e irregularidades fiscais para que a população auxilie esse combate. Além disso, o Ministério do Trabalho e Emprego, em parceria com grandes empresas, deve fornecer curso técnicos gratuitos em regiões carentes a fim de qualificar a mão de obra e garantir oportunidades a essa população. Dessa maneira, a exploração trabalhista irá minimizar-se.