O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 14/09/2020

Durante o processo da Revolução Industrial surgiram linhas de produção que buscavam automatizar o trabalho, já que este era artesanal. Contudo, funcionários eram submetidos a situações exaustivas e insalubres. No entanto, apesar da luta operária a fim de melhores condições, a escravidão ainda persiste. Nesse âmbito, faz-se necessário julgar as posições atuais trabalhistas, no contexto capitalista, e o esgotamento que o mesmo pode oferecer.

A priori, cabe mencionar a teoria de Marx sobre a ocupação laboral. Para o sociólogo, o trabalho é fonte de prazer e realização para o homem, porém, faz-se desumanizador. Dessa forma, a fim de buscar a sobrevivência no mundo onde visa o capital, torna-se uma solução viável. Entretanto, nesse cenário, os indivíduos se encontram oprimidos e explorados, já que quanto mais produzem, mais a sociedade se torna serva do produto produzido.

A posteriori, vale salientar que o trabalho pode trazer consequências graves aos operários. Dessa forma, cabe ponderar o fordismo, já que os trabalhadores, desacostumados com a linha de produção, sofriam com intensas jornadas de trabalho e inacessibilidade às leis trabalhistas. Nesse contexto, é necessário destacar que a Síndrome de Burnout está cada vez mais frequente, já que o esgotamento profissional decorre do excesso de esforço físico ou mental diante de situações exaustivas.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas a fim de minimizar os efeitos da escravidão na contemporaneidade. Cabe ao Ministério do Trabalho, juntamente com o Poder Legislativo, a criação de centros especializados na psicologia do trabalho, a fim de garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores. Por conseguinte, devem ser inseridos no âmbito empresarial, buscando qualidade na produção e assegurando o emocional do operariado.