O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 14/09/2020
Segundo o artigo IV da Declaração Universal dos Direitos Humanos, ninguém será mantido em escravidão ou servidão. Entretanto, mesmo com as leis que proibem essa forma de trabalho, ainda existe o trabalho escravo na sociedade contemporânea, muitas vezes por fatores como a vulnerabilidade econômica e as raízes culturais. Diante disso, é evidente que necessita-se da conscientização sobre os Direitos Humanos.
Deve-se pontuar, de início, que os direitos de todo o homem ter condições justas e favoráveis de trabalho, é ineficiente no que diz respeito as classes sociais baixas. Pois, segundo dados do IPEA ( Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), 34,5% das pessoas de classe baixa sofrem com o desemprego. Quanto a essa questão, é notório que a busca por oportunidades de sobrevivência sejam maiores, o que facilita a aceitação de empregos a todo custo, independentemente se estão ou não, dentro dos direitos do cidadão. Nesse sentido, é importante que haja reformas nas oportunidades para os mais necessitados.
Vale ressaltar, também, que mesmo com todo o desenvolvimento cultural ao longo do tempo, a hierarquia cultural da escravidão ainda está presente na atualidade. De acordo com o filósofo Confúcio, ‘‘se queres prever o futuro, estuda o passado’’, logo é possível observar que a escravização é um problema desde da Antiguidade. Dessa maneira, o pensamento de poder e relações de domínio, são características predominantes que influenciam a normalização desse tipo de serviço.
Portanto, para que seja resolvido o problema do trabalho escravo, urge que o Ministério Público do Trabalho juntamente com o Ministério da Educação, proporcione cursos técnicos gratuito, por meio de cursos profissionalizantes com professores qualificados, para que todos possam ter oportunidades para entrar no mercado de trabalho. Ademais, as instituições educacionais devem fazer orientações sobre os direitos do cidadão desde o ensino médio, por meio de aulas e palestras, a fim de conscientizar. Para que assim, consiga oferecer os direitos que todo o ser humano tem.