O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 14/09/2020
A Declaração universal dos direitos humanos, homologada em 1948 pela Organização Das Nações Unidas, assegura a todos o direito à educação e ao bem-estar social. No entanto, percebe-se que esses direitos não são concedidos à todos, uma vez que o fantasma da escravidão ainda perpétua na sociedade, de maneira ilegal, afetanto milhões de pessoas pelo mundo.
Primeiramente, na atualidade, o modelo econômico adotado pela maioria dos países é o capitalismo, o qual tem como base o livre comércio e o acúmulo de capital. Mediante isso, o historiador Eric Williams evidenciou em seu livro “Capitalismo e escravidão” a dependência capitalista do trabalho de baixíssimo custo visando a maximização do lucro, e a importância da escravidão no arranque capitalista do século XVIII. Desse modo, o modelo econômico atual possui influência na escravidão moderna devido a suas bases exploradoras do trabalhador.
Ainda sob esse ângulo, um estudo realizado pela Fundação Walk Free, em 2016, diz que pobreza e a falta de oportunidades desempenham papel importante no aumento da vulneravilidade das pessoas ao trabalho forçado, ocasionando cerca de 45,8 milhões de pessoas sendo sumetidas a alguma forma de trabalho compulsório. Desse modo, a desigualdade social é responsável pela intensificação da escravidão moderna.
Mediante os fatos elencados, é evidente que o trabalho escravo ainda nao foi erradicado no mundo, e cabe aos governos adotarem fiscalizações mais rígidas e frequentes da situação de trabalho em fábricas e fazendas. Cabe, também, a mídia divulgar mais casos sobre esse problema por meio de filmes, reportagens e novelas, para haver maior conscientização sobre essa forma de exploração e assim poder erradicar a escravidão da sociedade moderna e poder dar dignidade e igualdade às pessoas.