O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 15/09/2020

Infelizmente, o trabalho escravo está eternizado nos alicerces da formação do Brasil, quando o homem europeu chega á Ilha de Vera Cruz e escraviza o nativo, em seguida importa o escravo africano e após a Lei Áurea é a vez do imigrante europeu ser o escravizado. A persistência desta modalidade de exploração no Brasil reside no baixo nível de escolaridade de grande parte da população e nas grandes dimensões territoriais do país, fato que dificulta a fiscalização pelas autoridades. Assim, o trabalho escravo deve ser combatido com veemência no Brasil contemporâneo.

É oportuno, a princípio, avaliar o perfil educacional das vítimas do trabalho escravo no Brasil. Neste viés, de acordo com dados coletados pelo extinto Ministério do Trabalho cerca de 40% das vítimas eram analfabetos ou possuíam baixíssimo grau de instrução. Deste modo, conclui-se que pessoas com pouca escolaridade são mais susceptíveis a se tornarem escravas na atualidade.

Além disso, a análise das características dos estabelecimentos que comportam tal mão de obra devem ser levados em consideração. Desta forma, corrobora para essa análise as informações trazidas pelo Ministério do Trabalho, as quais mostram que mais de 70% dos casos de trabalho análogo a escravo foram identificados no agronegócio, em estabelecimento localizados nos rincões mais distantes. Com isso, as dimensões continentais do Brasil favorecem a prática dessa exploração em áreas rurais muito distantes e dificultam a fiscalização.

Portanto, o combate ao trabalho escravo no Brasil deve ser praticado de forma intensa e contínua. Logo, o Governo Federal através do Ministério da Educação (MEC) deve intensificar os investimentos na educação básica e na formação técnica. Para tanto, áreas mais propícias à prática de exploração de trabalho escravo devem ser prioritárias nas construções de escolas e alocação de verbas, bem como a população dessas regiões devem receber de forma gratuita o ensino técnico em áreas do conhecimento que possam ser aproveitadas no mercado local. Os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia se mostram como uma boa alternativa para esses fins.