O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 16/09/2020
Escravidão: realmente abolida?
Apesar de ter sido abolida há mais de 200 anos atrás, a escravidão continua presente na sociedade contemporânea brasileira; no entanto, aparece de forma velada, tanto no ambiente urbano quanto no rural. Grandes confecções têxteis se apropriam da mão de obra ampla e barata de imigrantes latino-americanos para trabalhar sob condições sub-humanas; já no ambiente rural, donos de empresas agropecuárias aliciam homens, que por necessidade se submetem à inúmeros maus-tratos.
Em 2017, auditores fiscais do trabalho flagraram bolivianos que trabalhavam em confecções têxtil e ganhavam em média 5 reais por peça produzida; enquanto as mesmas eram comercializadas em uma loja de luxo por 600 reais. Tal discrepância entre os valores de produção e venda, além da baixa remuneração como essa recebida pelos imigrantes evidencia uma escravidão contemporânea; que por acontecer de modo extremamente velado, acaba sendo involuntariamente incentivada pelos consumidores, como no caso da grife em questão.
Além da escravidão urbana, existe a rural. Segundo o Ministério do Trabalho, entre 1995 até 2016, 52 mil trabalhadores em condições de escravidão foram resgatados do meio agreste; sendo em sua maioria homem, estavam submetidos à maus tratos e violência, além de falta de saneamento e de água potável. Essa situação sub-humana, quando relacionada com a quantidade de homens resgatados e que viviam nessas condições, comprova a gravidade da escravidão no Brasil atual.
Desse modo, de acordo com os fatos acima mencionados, a escravidão ainda se faz muito presente na sociedade brasileira. Portanto, o Governo Federal aliado ao Ministério do Trabalho- responsável por apoiar o trabalhador brasileiro- devem implantar fiscalizações de modo sigiloso em confecções nos grandes centros urbanos e em empreitadas no ambiente rural, com o objetivo de punir os proprietários de tais corporações.