O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 15/09/2020
A escravidão não surgiu no Brasil. Talvez seja incerta a sua procedência, mas o fato é: ela existe. Na Grécia, era normal esse processo, os cidadãos necessitavam do ócio para poder construir novas ideias e participar da vida pública, enquanto os outros eram obrigados a trabalhar. Anos depois, na Africa, populações mais fortes dominavam as mais fracas. É perceptível, entretanto, que a subjugação, mesmo com o passar do tempo, não findou. Portanto, é imprescindível o debate a cerca do trabalho escravo no país, para que se possa combater esse mal social.
Vale, de início, ressaltar que a falta de alteridade seja um dos intensificadores do problema. Segundo a teoria de Zygmunt Bauman, o mundo pós-moderno se caracteriza por um crescimento do individualismo, isto é, as pessoas estão centradas em si e não mais na coletividade. Isso gera um sentimento de indiferença e intolerância, já que a população não entende o distinto e desrespeita o outro por ser diferente. Esse tipo de pensamento está bastante atrelado a sociedade atual onde o “eu” é mais importante que tudo. Por conseguinte, é isso que acontece também no escravismo, pois a pessoa que o pratica não considera a diferença do outro, sendo esse indigno e irrelevante.
Além disso, pode-se destacar o capitalismo como uma das causas do problema. De acordo com Winston Churchill, o capitalismo peca na desigual distribuição das riquezas e o socialismo tem vantagem na igual distribuição das misérias. Ou seja, é notório nessa sentença a diferença desses sistemas , o lucro. É por meio desse pequeno detalhe que cresce a escravidão moderna, pois a industrialização em que se está inserido busca maior lucratividade, onde os empresários expõem seus trabalhadores a situações deploráveis, dentre elas a precariedade dos trabalhos, jornadas ou salários. Dessa maneira, é imprescindível uma mudança de mentalidade para que o problema seja sanado.
Dessa forma, é notório que a sociedade em si precisa de mudanças a fim de que o impasse tenha um fim. Em primeiro, o governo deve, por meio de fiscalizações mais intensas e frequentes, além de punições mais severas, buscas os focos de trabalho escravo, para que o assalariado saiba que é possível escapar desse ciclo. Outrossim, a mídia, seja tv, rádios ou internet, deve expandir essa concepção de escravismo moderno, através de propagandas, com a finalidade de instruir a população, afinal muitos são ignorantes de sua condição.