O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 15/09/2020

Na obra “O Doador de Memórias”, da escritora americana Lois Lowry, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos, problemas e desigualdades. Contudo, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que a autora prega, uma vez que o trabalho escravo dificulta a concretização dos seus planos . Esse cenário antagônico é fruto, sobretudo, da inatividade do governo.

Em primeiro plano, infere-se que a ocorrência de trabalho escravo no Brasil põe em risco a vida das pessoas. Esse problema pode ser ilustrado com um caso recente, veiculado pela Folha de São Paulo, no qual mostrou uma família de 5 integrantes que foi resgatada no interior do estado de Goiás. Segundo a reportagem, eles estavam em situação de trabalho forçado há 2 anos e se encontravam em condições de saúde crítica. Esse caso reflete uma das consequências do crime mencionado.

Em segundo lugar, é imperativo ressaltar o trabalho escravo deriva da baixa atuação dos setores governamentais , no que concerne à responsabilidade de garantir a proteção de todos. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar social da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de fiscalização, o trabalho forçado se perpetua no país. Desse, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal urgente.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para mitigar a problemática. Compete ao Executivo, por meio de medidas provisórias, criar núcleos de inteligência, composto multiprofissionalmente, na esfera estadual e federal para investigar os casos de trabalho escravo, principalmente no interior do país, onde há menor efetivo policial. Além disso, o Ministério Público deve fazer valer sua função e assistir os indivíduos que foram vítimas do trabalho forçado, possibilitando sua inserção no mercado de trabalho formal. Desse modo, o problema será minimizado.