O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 22/09/2020

Embora o Artigo 149 do Código Penal vise penalizar aqueles que reduzem outros a condição análoga à de escravo, percebe-se que, na atual realidade brasileira, não à o cumprimento dessa garantia. Isso acontece graças à cultura de superioridade e a condição social dos brasileiros.

Em primeira análise, é necessário ressaltar que, essa visão de superioridade provém do Brasil colonial, iniciado em 1530. Nesse período, os grandes proprietários de terras detinham inúmeros escravos que o viam como seu dono, obedecendo-o e temendo pela suas vidas. A partir desse cenário, foi-se desenvolvendo um pensamento de superioridade, presente até os dias atuais, influenciando o modo como o empregador trata o empregado.

Além disso, o Brasil sendo um país com alta taxa de desigualdade social, acaba por corroborar ainda mais com esse trabalho escravo. Isso porque, a população pobre dispõe-se a trabalhar em locais extremamente precários, por ser a única forma de renda para sua sobrevivência. Diante disso, muitas empresas aproveitam-se dessa situação, como ocorreu com a Zara, quando, em 2011, foi flagrada empregando 15 trabalhadores em condições análogas à escravidão.

Portanto, para que haja um decréscimo da taxa desse problemas contemporâneo, urge a intervenção do Ministério do Trabalho na ampliação da fiscalização, com aumento das contratações, por meio de verbas públicas, com intuito de ampliar as buscas por esse tipo de trabalho e consequentemente repreendê-lo. Somente assim, com o aumento da vigilância, será possível amenizar a problemática do trabalho escravo no Brasil.