O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 17/09/2020
De acordo com o Artigo 149 da Constituição Federal, é proibido reduzir alguém a condição análoga à escravidão. No entanto, isso não impede grandes marcas e empresas de manipularem seus trabalhadores e os empregarem dessa maneira. Este problema tem origem na desigualdade social do país e limita direitos básicos dessas pessoas, além de impedir qualquer forma de ascensão social.
Por exemplo, de acordo com o telejornal da TV Record, a marca de roupas ‘Zara’, contrata imigrantes na fronteira do Brasil e faz promessas de melhores condições de vida, incluindo trabalho, moradia e alimentos. Assim, pegam esses trabalhadores e levam até o interior de São Paulo, onde são colocados em casas com condições insalubres, recebendo salários baixíssimos e trabalhando por mais de 44 horas por semana, o que contradiz a lei. Os trabalhadores se submetem a esse serviço por estarem dispostos a ingressar em qualquer trabalho para se alimentarem. Isso é um reflexo da desigualdade social no país e da extrema pobreza que ronda nossa população.
Ademais, permanecem nesse serviço pois não tem conhecimento dos direitos trabalhistas, ficam receosos em perder seus empregos e muitos são imigrantes ilegais. Com isso, graves consequências são geradas para o país, tais como, acentuação da pobreza, impossibilidade de ascensão social e o retorno do trabalho infantil.
Logo, medidas são necessárias para resolver o impasse. Deve ser feita uma ouvidorias pela polícia civil para receber denúncias dos trabalhadores sem terem medo do desemprego. Além disso, o Ministério da Justiça aliado ao Ministério do Trabalho devem propor palestras sobre direitos trabalhistas como forma de conscientização sobre o problema, fazendo as pessoas entenderem seus direitos.