O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 26/09/2020

O ciclo da cana-de-açúcar entre meados do século XVI e meados do século XVII, foi um período marcado pela mão de obra escrava composta por indígenas e africanos. Em tempos hodiernos, essa realidade aproxima-se do que é vivido por muitos trabalhadores brasileiros, uma vez que o trabalho escravo ainda persiste. Nesse viés, esse imbróglio não é só chancelado pelo poder público, como também pela baixa escolaridade formal.

Convém ressaltar, em primeira análise, a desídia governamental como impulsionadora do problema. Imerso nessa logística, vale pontuar o pensamento do jornalista Gilberto Dimenstein na obras “O Cidadão de Papel”, ao retratar a conjuntura brasileira de cidadanias aparente, isto é, as leis só existem no papel, porquanto os direitos não são plenamente respeitados. Sob esse prisma, muitos indivíduos vivem em condições de trabalho degradantes, com restrição de liberdade, esse fato é ratificado pela ineficiente fiscalização do Estado, na qual priva as pessoas de viverem em liberdade e com situações de trabalho melhores. Logo, é possível perceber que as leis não são cumpridas efetivamente na prática e assim repete o passado do ciclo da cana-de-açúcar.

Faz-se mister, ainda, salientar que a educação é o fator principal para o desenvolvimento de um país. Á luz do exposto, de acordo com o intelectual Paulo Freire, ao inferir que " se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda." Nesse ínterim, a má formação socieducacional contribui com o cenário desonrante do trabalho escravo contemporâneo, tendo em vista que os analfabetos são as principais vítimas, pois se encontram, muitas vezes, em um estado econômico difícil e são submetidos a trabalharem em péssimas circunstâncias, com jornadas exaustivas.

Infere-se, portanto, que o Estado deve fomentar o investimento em políticas, que visem aumentar a fiscalização, mediante os órgãos fiscalizadores, com a finalidade de diminuir a quantidade de cidadãos em situações análogas a escravidão e dessa forma, terem melhores condições de trabalho. Ademais, cabe ao Governo Federal, junto com o Ministério da Educação, fornecer cursos, que tenham o objetivo de capacitar os labutadores, por intermédio de recursos voltados para as empresas que oferecem tecnólogo, com o fito de atenuar os danos causados pela falta de instrução das pessoas. Desse modo, a realidade de alguns brasileiros torna-se-á mais distante do que viveram os escravos no período da cana-de-açúcar.