O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 21/09/2020

De acordo com a Dialética Senhor-Escravo, de Hegel, o senhor se torna dependente do escravo por este agora poder alterar a natureza por conta própria e, portanto, relegar a existência de um superior, porém esta ideia é introduzida com a consciência do indivíduo acerca de sua condição servil, o que não ocorre na escravidão contemporânea, tendo em vista, os seus aspectos mais tênues e ludibriadores com os que tem usurpada sua força de trabalho e vivem em uma situação cativa inconsciente.

A princípio a escravidão do período Brasil colônia, com seus aspectos característicos, - acorrentamento, açoitamento e comércio -  não é mais presenciada, todavia está somente adquiriu um caráter mais adaptado a contemporaneidade, pessoas ainda são aliciadas a atividades laborais e nem mesmo notam a precariedade a que são submetidas. Outrossim, retenção de documentos e vigilância são comuns neste cotidiano de extorsão, incutir uma consciência de exploração nas vítimas é fulcral, pois estas possuem baixo grau de escolaridade e instrução e, devido a isso, são mais vulneráveis àqueles que querem se apropriar de sua força física.

Neste bojo verifica-se uma persistência nessas atividades ilegais, de acordo com a OIT (Organização Internacional do Trabalho), 20,9 milhões de pessoas são submetidas a trabalhos forçados, os labores mais marginalizados são os que mais constituem o catálogo desta prática, ademais, se encontram em grande parte em zonas rurais afastadas da fiscalização presente maior parte em espaços urbanos, destarte, se verifica por essa ótica a necessidade de monitoramento e análise de lugares remotos às cidades para a obtenção de resultados substanciais, com base nestes critérios de busca.

Infere-se, deste modo, que trâmites são necessários para abrandar as entraves ao que concerne o trabalho escravo no Brasil contemporâneo. O Ministério do Trabalho deve em conjunto com o legislativo tornar as penas mais severas para quem se apossa inapropriadamente de trabalho alheio, e de forma adjunta aumentar ouvidorias para denúncia e solução de dúvidas a respeito do assunto. A mídia deve exibir propagandas em horários comercias para transparecer o que caracteriza o trabalho escravo e difundir informações para gerar engajamento em novos denunciadores destas práticas ilícitas e criar assim um estado de consciência para àqueles que são explorados.