O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 28/09/2020
Desde a antiguidade, a escravidão, prática em que uma pessoa assume propriedade sobre outra, é utilizada como um mecanismo de exploração que afeta minorias. No Brasil, ela foi muito marcante durante o período colonial e só teve seu fim legal com a Lei Aurea, em 1.888, que aboliu o trabalho escravo. Entretanto, mesmo com a lei em vigor há mais de um século, são inúmeras as denúncias de atividades análogas à escravidão, também conhecidas como “Escravidão moderna”, o que demonstra a necessidade de um maior engajamento político e social a fim de erradicar essa prática.
Em primeiro plano, é interessante ressaltar que o trabalho escravo contemporâneo não é um problema que ocorre particularmente em lugares isolados ou remotos, todo o país é afetado por essa prática vergonhosa de opressão de direitos humanos. Entretanto, existem focos no país. De acordo com o IBGE, a região Nordeste lidera o ranking de trabalho escravo e infantil, somente na agricultura, são mais de 500mil crianças e adolescentes trabalhando em rotinas pesadas e precárias, tendo que abandonar os estudos para ajudar a família. Mostrando a importância da resolução dessa problemática.
Ademais, vale ressaltar o público alvo dessa exploração humana: pessoas com baixa ou nenhuma escolaridade, que não tem conhecimento sobre direitos humanos e trabalhistas e também imigrantes em situação ilegal. Em sua totalidade, pessoas que passam por vulnerabilidade socioeconômica e são encantadas por historias de lugares onde a família pode ter uma vida melhor. Assim, são levadas para atividades como pecuária, produção de carvão, cultivo de cana-de-açúcar, Indústria têxtil, entre outras. Portanto, meios devem ser pensados para colocar um fim nessa violação dos direitos humanos.
Logo, para erradicar essa violação dos direitos humanos, o Estado e a sociedade devem atuar juntos com palestras, historias impactantes e informação sobre o assunto para a sociedade acabar com essa prática vergonhosa que ainda assola o nosso país. Ainda, Para que haja melhora nas relações trabalhistas, o Ministério do Trabalho deve intervir, garantindo e ampliando os direitos e benefícios dos trabalhadores, bem como deve fiscalizar o cumprimento desses direitos. Cabe aos órgãos públicos, assim como aos privados, a preocupação com a saúde física e mental dos afetados, oferecendo acompanhamento médico e psicológico ao indivíduo ou família. Assim, teremos chances de a escravidão continuar sendo vista somente em livros de historia.