O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

Apesar da abolição da escravatura em 1888 pela Princesa Isabel, o trabalho escravo no Brasil ainda existe. Ainda são registrados diversos casos de trabalhos em condições insalubres ou que não respeitem o trabalhador como ser humano.

No mundo da moda, são registradas diversas ocorrências em que costureiras são forçadas a jornadas de trabalho prolongadas e em condições precária para atender a alta demanda de peças de roupas. Um dos casos brasileiros mais famoso é a rede de lojas Renner, espalhada por todo o país há anos a marca é relacionada a relatos e descoberta de casos de trabalho considerados escravos. Sendo o mais conhecido o acontecimento de 2014, quando 37 costureiros foram encontrados em condições insalubres e desrespeitosas a sua saúde.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), a terceirização das grandes marcas é uma forma encontrada para diminuir o custo de produção. Entretanto, na mesma medida que a terceirização ocorre, a precarização das relações trabalhistas também aumentam na maioria das vezes. Sem uma fiscalização direta do meio de produção pelas próprias marcas, o crime é cometido várias vezes sem que o problema seja divulgado até que chegue a mídia. Além de demonstrar ao publico falta de respeito e consideração aos consumidores que não sabem como o produto foi fabricado e muitas vezes não estão a par da problemática.

Em suma, é necessário atitudes sejam tomadas para que a dignidade humana trabalhista seja restaurada. Para isso, são essenciais leis de fiscalização mais rígidas que exijam fiscalização da marca por profissionais da CNTC. Também é indispensável que os consumidores de marcas sempre pesquisem e divulguem notícias que abordem o assunto para que aumentem a conscientização sobre o problema.