O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 20/09/2020
O Brasil foi a última nação do mundo ocidental a abolir o trabalho escravo de forma oficial, o que ocorreu no final do século XIX. No entanto, em termos práticos, esse problema continua a existir nos dias atuais, proporcionando uma grande insatisfação no meio trabalhista.
Além disso, as maiores áreas decorrente do trabalho escravo atualmente são os em espaços rurais distantes de centros urbanizados e rotas de transporte para fuga, onde os trabalhadores são geralmente coagidos a continuarem laborando sob a alegação da existência de dívidas com fazendeiros. Ademais, existem informações recentes que estimam a ocorrência de 200 mil trabalhadores no país vivendo em regime de escravidão, segundo dados do Índice de Escravidão Global, elaborado por Organizações Não Governamentais (ONGs) ligadas à Organização Internacional do Trabalho (OIT).
De certo modo, a escravidão ocorrida hoje é uma surpresa para muitas pessoas, pois gera um sentimento de ser algo inacreditável. Na verdade, é possível afirmar que o trabalho escravo nunca foi abolido totalmente no território nacional. Apesar de o Brasil registrar recentes avanços no combate à escravidão de forma definitiva, ainda há muitos problemas que ainda precisam ser diagnosticados e erradicados, haja vista o grande número de pessoas estimadas vivendo em condições sub-humanas de trabalho.
Em conclusão, é possível observar que seria recorrente a intervenção direta do Estado obtendo uma nova lei somente sobre o trabalho escravo nas regiões de maiores ocorrências. Até mesmo a repressão total das pessoas que escravizam e uma melhora de vida aos escravizados, proporcionando a escolarização para os menores de idade e um local no mercado de trabalho aos adultos, a fim de colaborar com o fim definitivo da escravidão no Brasil.