O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 20/09/2020
Na Grécia Antiga, existia uma legislação que permitia escravizar homens livres, mediante alguma justificativa, a título de dívidas. No Brasil hodierno, apesar da existência de leis que proíbem tal prática, o trabalho escravo ainda é uma anômala realidade. Sobre esse revés, aponta-se para as raízes históricas do país e a falta de fiscalizações eficientes como fatores que corroboram com a permanência da situações análogas à escravidão no parâmetro nacional, as quais devem ser combatidas.
De início, deve-se pontuar o enraizamento de valores ligados à escravidão no Brasil. Acerca disso, é pertinente abordar que desde o descobrimento do país, em 1500, até a assinatura da Lei Áurea, em 1888, o trabalho escravo era regulamentado como a principal mão de obra. Em decorrência desse tão longo período dessa prática institucionalizada, pensamentos vinculados a sua aceitação e perpetuação ainda são muito presentes entre parte da população. Nesse sentido, em diversas indústrias e fazendas nacionais, muitos trabalhadores são expostos a situações de condições análogas à escravidão. Destarte, urgem medidas que visem sublimar tal ideologia que permanece até a atualidade brasileira.
Outrossim, é indubitável que a ineficiência das fiscalizações culmina na ainda existência do trabalho escravo no Brasil contemporâneo. Assim, sob o ângulo do filósofo Thomas Hobbes, é preciso que exista um poder absoluto e fiscalizador para que as pessoas possam agir moralmente. Aludindo ao pensamento do autor, para que a lei que proíbe a escravidão seja eficiente, é necessário que o Estado promova vigilâncias em todos setores de trabalho do país, a fim de identificar possíveis casos a serem suprimidos. Dessa forma, diversos trabalhadores que vivem em condições semelhantes à escravidão são resgatados e essa prática plenamente combatida no cenário nacional.
Em suma, uma série de medidas são impreteríveis no intuito de extinguir o trabalho escravo do Brasil hodierno. Para tanto, o Poder Executivo, responsável pela gestão dos recursos públicos, deve promover ações de fiscalizações em todo território nacional, mediante o envio de investimentos à Polícia Federal e Civil, com o fito de que casos de situações análogas à escravidão sejam suprimidos. Ademais, as instituições escolares devem promover mais aulas de história elucidativas sobre a escravidão, com o objetivo de que todos os futuros cidadãos não perpetuem mais raízes históricas dessa anômala prática. Doravante, traços da escravidão, como da Grécia Antiga, serão completamente sublimados do Brasil contemporâneo.