O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 20/09/2020
Durante a Revolução Industrial no século XVIII, era notório o cansaço dos empregados de fábricas manufatureiras após exaustivas 12 horas de expediente, com salários insuficientes, se assemelhando ao trabalho escravo no período colonial. Contudo, contextualizando no mundo contemporâneo, é possível observar situações precárias inseridas no mercado de trabalho, por falta de legislações eficientes e o novo modo de produção capitalista, que visa somente o lucro.
A princípio, no filme “Tempos Modernos”, o personagem de Charles Chaplin, trabalha por extensas jornadas de trabalho e, ao deixar evidente seu cansaço, o seu supervisor ameça demiti-lo. Logo, a partir dessa analogia, fica nítido a ambição de grandes proprietários no sistema capitalista, onde somente o lucro e a produção realmente importam. Em seguida, as condições de trabalho do proletariado se tornam precárias e desumanas, consequentemente se igualando ao período de escravatura.
Diante desse contexto, o sociólogo Karl Marx elaborou o termo “Mais Valia”, que se refere à diferença entre valor final do que foi produzido e a soma do valor dos meios de produção e do valor do trabalho, ou seja, o proletariado recebe uma quantidade inferior perante aquilo que produz e ao tempo que passa produzindo. Além disso, é possível perceber na prática o termo elaborado por Marx na Indústria da Moda, por exemplo, visto que há empresas grandes que obrigam costureiras a estender sua carga horária para que a produção de peças seja mais rápida, sem direito a receber hora extra, nesse mesmo cenário também há admissão do trabalho infantil, que consta como crime no Código Penal.
Depreende-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para combater o trabalho escravo no mundo contemporâneo. Por isso, cabe ao Governo Federal implementar fiscalizações mais ativas no ambiente de trabalho. De modo que ocorra a